Velocidade da amostragem isocinética importa?

amostragem isocinética industrial

Em uma análise de emissões atmosféricas, para que o resultado represente adequadamente aquilo que está sendo emitido pela fonte, a forma como a amostra é coletada é tão importante quanto a análise realizada posteriormente. É nesse cenário que entra a velocidade da amostragem isocinética – um processo utilizado em monitoramentos de emissões, especialmente na determinação de material particulado.

Coleta de Material Particulado na Amostragem Isocinética

Durante a coleta, busca-se manter a velocidade de entrada do gás no bocal de amostragem compatível com a velocidade do gás que está passando pela chaminé. Em outras palavras, o sistema de coleta procura acompanhar as condições do fluxo naquele ponto.

Isso é importante porque o material particulado presente nos gases não se comporta necessariamente da mesma maneira que a própria corrente gasosa. As partículas possuem massa e podem apresentar diferentes características de movimento dentro do duto.

Aspirar o gás não seria suficiente?

Se a velocidade da amostragem isocinética estiver inadequada em relação ao fluxo da chaminé, a quantidade de partículas capturada pode não representar corretamente aquilo que está sendo emitido.

Uma coleta muito diferente das condições do fluxo pode favorecer subamostragem ou superamostragem de partículas, comprometendo a representatividade do resultado. É justamente essa relação entre velocidade do fluxo e velocidade de amostragem que torna o procedimento isocinético importante.

E o que isso tem a ver com Material Particulado?

O Material Particulado (MP) pode ser gerado em diferentes processos industriais, como combustão, movimentação de materiais sólidos, fornos, caldeiras e outras operações.

A SJC realiza o monitoramento de MP em fontes de emissão e utiliza procedimentos de amostragem específicos para obter dados sobre a concentração do poluente. Assim, utilizamos o resultado para avaliar as emissões da fonte e verificar seu comportamento em relação aos critérios ambientais aplicáveis.

Análise de Material Particulado

A análise precisa considerar uma série de condições da fonte. Características do fluxo, temperatura, pressão, velocidade dos gases e condições de amostragem fazem parte do processo. A qualidade do resultado começa antes de a amostra chegar ao laboratório.

O procedimento envolve equipamentos específicos e uma série de medições realizadas diretamente na fonte. Simplificadamente, a coleta e todo seu processo envolve: avaliar as condições do fluxo no duto, determinar parâmetros necessários para a amostragem, posicionar o sistema de coleta, ajustar a velocidade de amostragem, realizar a coleta durante o período estabelecido, recuperar e acondicionar adequadamente o material coletado e encaminhar a amostra para análise. Ou seja, cada etapa contribui para a confiabilidade do resultado final.

Um resultado confiável depende de uma coleta confiável

Quando se fala em monitoramento de emissões atmosféricas, é comum concentrar a atenção no laboratório e no resultado final. Mas existe uma etapa anterior fundamental: a obtenção da amostra.

O resultado obtido pode não refletir adequadamente as condições reais da fonte se a amostra nãorepresentar a corrente emitida. Isso pode comprometer decisões relacionadas ao controle de emissões, acompanhamento de equipamentos de controle, atendimento a requisitos ambientais ou avaliação do desempenho da fonte, por exemplo.

A velocidade da amostragem isocinética é uma ferramenta na coleta de Material Particulado

No caso do Material Particulado, a amostragem isocinética (ou seja, com velocidade igual durante o processo) é justamente uma das ferramentas utilizadas para garantir que o material coletado representa adequadamente as condições da emissão.

A SJC atua com monitoramento de gases e emissões atmosféricas em dutos e chaminés, incluindo Material Particulado e diferentes parâmetros gasosos, de acordo com as características de cada fonte e as necessidades do monitoramento. Lembre-se: em emissões atmosféricas, a precisão não começa no laboratório. Começa na chaminé.